ACIDENTE / DOENÇA DO TRABALHO
AUXILIO DOENÇA
APOSENTADORIA
INDENIZAÇÕES
SEGURO
Sábado - 
25/07/2026

NOTÍCIAS

Cotação Monetária

Moeda Compra Venda
DOLAR 4,85 4,85
EURO 5,32 5,32

Controle de Processos

Webmail

Clique no botão abaixo para ser direcionado para nosso ambiente de webmail.

Newsletter

ESCLAREÇA SUAS DÚVIDAS

CNJ debate política antimanicomial após 20 anos da sentença do Caso Ximenes Lopes

Vinte anos após a primeira condenação internacional do Brasil pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promove o evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O encontro será virtual e ocorrerá na segunda-feira (27/7), com transmissão ao vivo pelo canal do CNJ no YouTube. Com representantes do Sistema de Justiça, da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), da sociedade civil e das universidades, além de especialistas e familiares de Damião Ximenes Lopes, o encontro servirá para avaliar os avanços alcançados desde a decisão histórica da Corte IDH, incluindo a apresentação de experiências exitosas de desinstitucionalização e de cuidado em liberdade. Os debates tratarão, também, dos desafios para a implantação desse novo modelo de cuidado, baseado na inclusão e na proteção dos direitos humanos das pessoas em sofrimento mental. Histórico Proferida em 4 de julho de 2006, a sentença da Corte IDH responsabilizou o Estado brasileiro pela morte de Damião Ximenes Lopes, vítima de maus-tratos em uma instituição psiquiátrica conveniada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Para além da reparação de uma grave violação de direitos humanos, a decisão estabeleceu parâmetros inéditos para o cuidado em saúde mental ao reconhecer que cabe ao Estado garantir atendimento digno, fiscalizar os serviços de saúde, capacitar profissionais e prevenir violações, ainda que ocorram em instituições privadas conveniadas. Nas duas décadas que se seguiram, esses compromissos internacionais passaram a orientar mudanças concretas no Poder Judiciário. A criação, pelo CNJ, da Unidade de Monitoramento e Fiscalização das Decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos (UMF) fortaleceu a implementação das sentenças internacionais, transformando uma obrigação assumida pelo Estado brasileiro em uma agenda permanente do Sistema de Justiça. Outro marco desse processo foi a criação, em 2021, do Grupo de Trabalho do Caso Ximenes Lopes, responsável por elaborar um amplo diagnóstico sobre a relação entre saúde mental, direitos humanos e Justiça. Entre as recomendações apresentadas, o relatório defendeu a substituição de respostas centradas na institucionalização por estratégias de cuidado em liberdade, inclusão social e articulação entre as políticas de saúde, assistência social e Justiça. Grande parte dessas propostas foi incorporada à Resolução CNJ n. 487/2023, que instituiu a Política Antimanicomial do Poder Judiciário. A norma estabelece diretrizes para a substituição gradual dos hospitais de custódia por uma rede de atenção territorial integrada ao SUS, priorizando o tratamento em liberdade, a reinserção social e a garantia dos direitos fundamentais das pessoas submetidas a medidas de segurança. Assista no canal do CNJ no YouTube: Serviço Evento: 20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado. Data: 27 de julho Horário: das 16h às 18h Local: Canal do CNJ no YouTube Texto: Regina Bandeira Edição: Sarah Barros Agência CNJ de Notícias Número de visualizações: 5
24/07/2026 (00:00)
Visitas no site:  5297819
© 2026 Todos os direitos reservados - Certificado e desenvolvido pelo PROMAD - Programa Nacional de Modernização da Advocacia
Pressione as teclas CTRL + D para adicionar aos favoritos.